Quando um sistema de banco de dados começa a ficar lento, muitos gestores olham primeiro para CPU, memória ou rede. No entanto, um dos principais vilões por trás de quedas de desempenho está no componente que nem sempre aparece no radar: o armazenamento — e, mais especificamente, a métrica conhecida como IOPS.
IOPS é a sigla para Input/Output Operations Per Second, ou seja, operações de entrada e saída por segundo. Essa métrica indica quantas solicitações de leitura e escrita um sistema de armazenamento consegue atender em um segundo.
Ao contrário de métricas como espaço disponível ou taxa de transferência de dados, o IOPS mede quantas vezes o sistema consegue acessar dados rapidamente — algo crítico em ambientes de banco de dados que lidam com pequenas operações contínuas e aleatórias.
Imagine um restaurante enorme com ingredientes de sobra, mas apenas um cozinheiro preparando todos os pratos. O problema não é a quantidade de comida (espaço de armazenamento), mas a capacidade de atender pedidos rapidamente. É exatamente isso que o IOPS representa: sem capacidade de processar muitas operações por segundo, o banco de dados começa a “engasgar”.
Em bancos de dados transacionais — como ERPs, e-commerce ou sistemas financeiros — as operações de leitura e escrita são constantes e distribuídas de forma imprevisível. Isso exige um alto número de IOPS sustentados. Quando o IOPS disponível não acompanha a demanda, a fila de operações cresce, consultas simples demoram mais e a latência dispara — mesmo com CPU e memória sobressalentes.
Vários fatores podem fazer do IOPS um ponto de estrangulamento:
Armazenamento inadequado: discos mecânicos (HDDs) entregam centenas de IOPS, enquanto SSDs podem entregar milhares, e NVMe pode chegar facilmente a centenas de milhares.
Acesso aleatório: bancos de dados raramente acessam grandes blocos de dados sequenciais — eles fazem milhares de pequenas leituras/escritas. Isso aumenta dramaticamente a necessidade de IOPS.
Configuração de infraestrutura: controladoras, filas de I/O do sistema e arquitetura de storage influenciam diretamente o desempenho entregue — números teóricos de IOPS muitas vezes não se traduzem em performance real.
Apesar de vital, o IOPS não deve ser analisado isoladamente. Métricas como latência (tempo de resposta de cada operação) e throughput (quantidade de dados transferidos por segundo) também impactam a experiência geral do sistema. Altos IOPS com latência elevada ainda resultam em desempenho ruim.
Se você gerencia um ambiente com banco de dados crítico, ignorar o dimensionamento de IOPS é um risco — tanto para desempenho quanto para os custos operacionais, especialmente em nuvens públicas onde IOPS pode ser cobrado separadamente.
A solução começa com um diagnóstico claro:
✔️ entender o perfil de acesso dos seus dados
✔️ escolher hardware ou planos de storage com IOPS compatíveis
✔️ otimizar arquitetura para reduzir latência e filas de I/O
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